Nesta exposição na Gravura Galeria estarão expostas mais de 30 obras em técnicas diversas, pintura, fotografia, vídeo e instalações. Em todas as obras o tema é água. A artistatem no meio ambiente, principalmente na água, sua referência.

A sua obra procura transmitir uma mensagem importante: todos somos responsáveis e, por isto, temos que refletir e repensar nossos hábitos em relação à natureza.

Abertura da Exposição

UM MUNDO PARALELO QUE NÃO POSSO DEIXAR DE VER
A missão do artista não é salvar o mundo, mas, como criatura de seu tempo, pode ser aquele que interpreta, descreve e revela o estado natural e cultural de nossa era e, assm, talvez, nos salve. Vera Reichert, além de mulher, professora, mãe e avó, mergulhadora apaixonada, escolheu dedicar todas suas moléculas – mesmo diante das forças coletivas que competem com o fazer artistico – à percepção de um elemento que, sem ele, não estariamos vivos: a água.


Ser uma artista visual, constantemente atenta às condições atmoféricas aquáticas e subaquaticas, concedeu-lhe não apenas um olhar inquieto: mas uma paixão profunda por esse elemerito vital. Ao longo de quatro décadas, Vera tem transmutado paisagens marinhas e lacustres em suportes contemporâneos, transtormando o invisivel em forma, cor e poesia. Seu olhar incansável registra a água, seja na delicada gota ou na imensidão das profundezas oceânicas, mostrando, assim, a grandiosidade de ambos – extremos poéticos que unidos, revelam a beleza e a força de tudo o que nos sustenta.


Essa conexão profunda com a água, essa essência que banha e sustenta toda a vida, é o fio condutor de sua obra – uma espécie de diálogo silencioso com o mundo natural, uma homenagem àquilo que, muitas vezes, ignoramos ou esquecemos. Sua arte nesta exposição do projeto “Portas para a Arte”, na 14ª Bienal do Mercosul, se apresenta como um acervo das águas que constituem nossa existência: desde o primeiro sopro de vida até o último suspiro, ela nos convida a refletir sobre a beleza e a fragilidade de um elemento que, translúcido e silencioso, é o coração pulsante de tudo o que somos.


André Venzon
Antista visual, curador e gestor cultural